sexta-feira, 27 de junho de 2014

a bem da verdade




A qualquer momento posso feder, meu amigo.
Veja, por detrás de toda essa impostura, sou suor, fezes e morte. Soa deselegante, eu sei. Mas você é capaz de também ver?
Veja essa senhora, ela pouco a pouco se desmancha, se derrete, literalmente cai.
Veja ao seu redor, a poeira de células morta, que lhe acompanha como borboletas.
É capaz de ver?
Lembre-se amigo, que do pó viemos e ao pó volveremos.
Lembre-se do barqueiro, que outrora foi forte, belo e imortal.
Ô fedido imperdenido, baixa a bola, se toca, e rápido, que a vida passa!

José Bitu Moreno

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