quinta-feira, 17 de julho de 2014

jovem mulher

Está se tornando mulher, a minha pequena, e se distancia; Imersa em si, no outro mundo que descortina, passa por mim e não me enxerga; Tem outra velocidade, está noutra esfera, habita para onde os hormônios eleva; Passa por mim, a pequena, e eu sei-quebrou o casulo, rompeu o fio, sua impaciência não mais permite a minha cadência. Está em outra e eu percebo - devo me afastar e lhe dar espaço, devo engolir o soluço do passado , ficar na última fileira, meio que na sombra; E assistir o triunfo da borboleta que nasce, o milagre da vida pulsando a mil, o frescor da jovem mulher em seu extremo de explosiva beleza.

Nenhum comentário:

Postar um comentário