Por que escrevo? A minha história é igual a de tantos outros, brasileiros, que de família humilde, com uma carga extra de esforço e sacrifício, conseguiram uma profissão estável e a possibilidade de dar um futuro também mais estável aos filhos, digo: uma profissão, a autonomia, a liberdade.
O tamanho do pulo é relativo, o significado porém é o mesmo. E em todo esse diverso mundo, as histórias se repetem com diferentes roupagens. Heróis anônimos, encontros, desencontros, fatalidades...alguns finais felizes, mas uma grande maioria soçobrando frente a um destino mais implacável ou imprevisível.
Muitas dessas histórias são enroladas como pergaminhos e guardadas em velhos baús ou gavetas empoeiradas - verdadeiras jóias, tesouros riquíssimos, não percebidos. Sabedoria que morre.
Mas o tesouro e objetivo final é a vida em si. E se vivemos e se podemos contar um pouco de nós, o que é mais uma manifestaçao da vida, como respirar, ou sonhar, por que não contar e dividir a nossa vivência como ora faço?
Divido também a solidão. A alegria. A dor. E nessa divisão, como quando se constrói uma casa, nos irmanamos numa aventura conjunta.
José Bitu Moreno
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