“Hora de comer, Hora do almoço.” Vó branca se esgoelava no esforço de nos encontrar. “-Por onde andam esses meninos?” Andando, correndo pelo algodoal adentro, com cavalos de paus, em torno das cacimbas; ou catando bonecas de longa cabeleleira no milharal em frente; ou cortando o pasto como flechas rumo ao banho no Impueiras, o riacho de margens vermelhas, pontuado por frondoso pé de cajá. Do barro de seu leito moldávamos a boiada, majestosos cavalos, garbosos vaqueiros, de chapéus, esporas e jibão, que deixávamos secando ao sol, o nosso brinquedo de tantas horas.
José Bitu Moreno
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