Um brinde aos amigos da noite
avançada, do avesso, do errado
Amigos do riso, da ilusão, do palco e
do picadeiro, da dor e do desespero
Amigos do passado humilde, da
modesta escola, dos pés descalços, dos tristes Natais, das noites de frio
e das dificuldades,
Amigos que jamais se enquadram,
que chutam o tapete e desprezam
etiquetas
Que também construíram, venceram
como se diz, mas não frequentam
igreja, não rezam,
nem tomam chá com bolachas ao
cair da tarde
Um brinde aos amigos calejados,
vitoriosos, fracassados, de
tanta luta marcados - cicatrizes,
traumas, dores-fantasma
Que afrontam e dominam, mas com
o tempo desistem, do
demasiado sol, da ordenada vida; ou por sabedoria dão um basta ao exagero, ao dinheiro e à avareza...
A vocês, meus amigos, ao velho boteco do Sato que nos agrupa, aos
poetas, aos pubs, aos bares - um
brinde, um
forte e afetuoso abraço
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