quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

A verdade por detrás do véu


A qualquer momento posso feder, meu amigo. 
Veja, por detrás de toda essa impostura, sou suor, excrementos e morte. 
Soa deselegante, eu sei. 
Mas você também é capaz de ver?
Veja essa senhora, ela pouco a pouco se desmancha, se derrete, encolhe. 
Veja ao seu redor, a poeira de células mortas, que dela se desintegra e lhe acompanha, adornando, como véu.
É capaz de ver?
Lembre-se amigo, que do pó viemos e ao pó volveremos.
Lembre-se de Alexandre, o Grande, que outrora foi forte e belo.
Ô fedido imperdenido, baixa a bola, se toca, e rápido, que a vida passa!

(José Bitu Moreno)

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