ele sorri mirando o nada,
e agita as mãos como se aplaudisse:
um palhacinho faz estripolias no ar,
dá cambalhotas, canta, chora,
e tropeça nos sapatos de pau;
ele sorri encantado,
o palhacinho o olha gozado,
não percebem os dois anões que entram,
o trapezista, a bailarina, o tigre,
nem a porta que se fecha,
e me trancafia do outro lado.
(dedicado ao meu filho André, quando criança)
José Bitu Moreno
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