quarta-feira, 29 de abril de 2015

ele sorri mirando o nada

ele sorri mirando o nada, e agita as mãos como se aplaudisse: um palhacinho faz estripolias no ar, dá cambalhotas, canta, chora, e tropeça nos sapatos de pau; ele sorri encantado, o palhacinho o olha gozado, não percebem os dois anões que entram, o trapezista, a bailarina, o tigre, nem a porta que se fecha, e me trancafia do outro lado. (dedicado ao meu filho André, quando criança) José Bitu Moreno

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