Não é tanto a perseguição- é mais a falta de perspectivas, a escuridão;
A hostilidade até fere, mas não tanto quanto a destruição gradual da auto-confiança;
O que a perda financeira poderia causar em nada equivale à indiferença institucionalizada;
Não é a prisão - mas a falta de janelas que possam ser abertas;
Não é a desmotivação - mas a falta de estímulos, de esperança semeada;
Sem educação, sem oportunidades, morrem as potencialidades, embota-se o crescimento;
Fica-se assim prisioneiro - do desencanto, do ócio e do tédio;
Não por que se quer, por que se gosta, mas essa inércia é lodosa, é grudenta - paralisa, imobiliza;
Porque a ausência de governo é perversa -como o abandono, a desistência - bem mais do que a truculenta presença;
Quando não a ausência - o despreparo e a incompetência de quem governa- essa é virulenta, dissemina e cega
Vive-se assim -nos locais de trabalho, nas instituições públicas, na vida vivida, em todos os seus ciclos...
Vive-se assim no Brasil
(José Bitu Moreno)
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